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COM MEDO DE QUE?? Centrão quer poder para Congresso demitir comando do Banco Central

A articulação dos deputados da oposição ocorre no momento em que o BC realiza a análise final da operação de compra do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília)


PP e outros partidos do centrão desencadearam uma ofensiva na Câmara dos Deputados para aprovar um projeto de lei que dá poderes ao Congresso Nacional para demitir diretores e o presidente do Banco Central. De que tem medo ou receio os políticos do Centrão, pode-se descobrir mais algum escândalo financeiro envolvendo políticos no Planalto Central? Centrão quer blindar quem? Alguma sujeira não deve sair de debaixo do tapete do Banco de Brasília?


Banco Central do Brasil - Brasília DF
Banco Central do Brasil - Brasília DF

A articulação ocorre no momento em que o BC realiza a análise final da operação de compra do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília). Anunciada no final de março, a operação é cercada de desconfiança no mercado e aguarda a aprovação pela autoridade monetária. A expectativa é que a decisão da diretoria de aprovar ou negar ocorra nesta semana, o que aumentou a pressão sobre o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes.


A sua estrutura é responsável por fazer ao colegiado de diretores do BC a recomendação sobre a operação. Ele é um dos mais resistentes à aprovação do negócio com o Master, cujo dono é o banqueiro Daniel Vorcaro, que tem relação próxima com políticos do centrão, principalmente o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Ele é apontado com um dos articuladores do votação da urgência do projeto.


O líder do PP na Câmara, deputado Doutor Luizinho (RJ), e o vice-presidente da legenda, Claudio Cajado (BA), recolheram assinaturas para aprovar a urgência de uma proposta de 2021 que muda a lei de autonomia da autoridade monetária.


O projeto estabelece que diretores e presidentes do BC poderão ser exonerados mediante requerimento aprovado pela maioria absoluta da Câmara. Isso pode ocorrer "quando a condução das atividades do Banco Central for incompatível com os interesses nacionais" -não há qualquer detalhamento para definir o que seriam essas atividades incompatíveis.


No caso de aprovação na Câmara, o impeachment teria que ser referendado pelo Senado, também por maioria absoluta.


O projeto desengavetado pelos parlamentares do centrão foi apresentado originalmente pelo ex-deputado Camilo Capiberibe (PSB-AP), no âmbito das discussões sobre a autonomia da instituição.


O requerimento de urgência é de autoria de Cajado. Além do PP, o texto recebeu apoio dos líderes de MDB, União Brasil, PSB, PL e Republicanos. Juntas, essas siglas reúnem 300 deputados, mais do que os 257 necessários para aprovar a urgência do projetos.


Procurado pela reportagem, Luizinho disse que, "neste momento, desconhece qualquer motivo" para demitir diretores do Banco Central, mas que a proposta aumenta os poderes do Legislativo para isso. "Se o Congresso pode afastar o Presidente da República, por que não poderia afastar um diretor do Banco Central?", questionou.


Além da pressão do centrão, o BC também está tendo que lidar com ataques hackers em empresas financeiras.


O ex-presidente do BC, Arminio Fraga, disse à Folha de S.Paulo que a tentativa de aprovação do projeto é uma "loucura completa" e "coisa de republiqueta". Ele afirmou que nunca tinha visto uma pressão desse tipo sobre o BC.


"A ideia de aprovar uma uma lei sobretudo em ritmo de emergência numa situação muito polêmica e pouco transparente, que é essa do Master, faz as suspeitas aumentarem", justificou.


Entre as suspeitas, ele citou a possibilidade de os problemas no Master serem muito maiores do que se imagina, e que há um esforço para que não apareçam diante dos muitos interesses em jogo.


Para Arminio, a aprovação do projeto seria um tremendo retrocesso do ponto de vista institucional. "Os números que correm por aí são enormes. É tudo meio hipotético, mas a essa altura do jogo o ruído é tal que atrás dessa fumaça aí tem fogo."


O economista avaliou que os sinais são de que a operação de compra do Master pelo BRB está travada dentro do BC porque parte da autarquia avalia que o negócio não para de pé.


Na sua avaliação, o BC não deveria aprovar o compra pelo banco do governo do Distrito Federal. "Eu estou falando porque é tanto ruído, tanto interesse, é tanta coisa, que eu fico desconfiado, mas eu não tenho os detalhes. Eu não sei o tamanho real do prejuízo, não sei as condições reais que o BRB tem para para para comprar esse esse buraco que parece ser gigante", afirmou.


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