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CIANORTE TEM NOMES DAQUI. A DECISÃO AGORA É DO ELEITOR.

há 5 horas
4 min de leitura

SERGINHO PEREIRA, ROBERTO ACIOLLI E AFONSO LIMA ESTÃO NA DISPUTA PELA ALEP. MAS A PERGUNTA QUE FICA É: CIANORTE QUER ELEGER ALGUÉM COM VÍNCULO REAL COM A CIDADE OU CONTINUAR SENDO APENAS UMA BASE DE VOTOS?


Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP


Estamos com 12 dias para as eleições e existe uma pergunta que Cianorte precisa fazer antes de apertar o botão da urna:


Quem vai representar Cianorte — e não apenas pedir votos em Cianorte?



A eleição para a Assembleia Legislativa do Paraná - DEPUTADO ESTADUAL, está diante de uma realidade que não pode ser ignorada. Há candidatos que apresentam vínculo político e eleitoral com a cidade e há, também, candidatos de outras localidades que podem buscar votos no município.


E aqui começa uma discussão legítima para o eleitor.


Cianorte quer ter uma voz própria na ALEP? Ou depender das garras políticas de forasteiros arranjados?


Hoje, três nomes estão colocados nessa disputa com forte identificação política local: Serginho Pereira, Roberto Aciolli e Afonso Lima. O Portal Bisbilhoteiro já realizou, inclusive, sabatina com candidatos que disputam espaço pelo eleitorado de Cianorte.


Veja as Sabatinas:



Mas é importante separar paixão eleitoral de fato.


Serginho Pereira nasceu em Cianorte e disputa uma cadeira de deputado estadual pelo Republicanos, número 10234. Sua candidatura consta como deferida.


Afonso Lima também nasceu em Cianorte. Vereador do município, concorre pelo Avante, número 70192, e teve sua candidatura deferida.


Roberto Aciolli possui uma trajetória diferente: embora seja natural de Arapongas e tenha construído parte importante de sua carreira política em Curitiba, hoje mantém uma relação profissional e empresarial com Cianorte, onde está sediada a Rede Cinturão Verde de Televisão. Ele concorre pelo Podemos, número 20190.


Portanto, não é correto afirmar que os três nasceram em Cianorte ou que possuem exatamente a mesma trajetória de origem na cidade. Mas é legítimo discutir o grau de vínculo, presença, compromisso e representação que cada candidatura pretende construir com Cianorte.


E é justamente aí que está o ponto central desta eleição.


CIANORTE NÃO PODE SER LEMBRADA SOMENTE NA HORA DO VOTO


Porque existe uma cena que o eleitor conhece muito bem.


É época de eleição.


Carros adesivados aparecem.


Comitivas chegam.


Fotografias são produzidas.


Passeatas acontecem.


Abraços são distribuídos.


Promessas são feitas.


E Cianorte vira, durante algumas semanas, uma cidade extremamente importante.


Mas depois?


O que acontece quando a eleição termina?


É essa pergunta que precisa ser feita.


Não contra candidato A, B ou C.


Não por partido.


Não por ideologia.


Mas por Cianorte.


O eleitor precisa perguntar:


Onde estará esse deputado depois da eleição?


Quem vai defender os interesses de Cianorte quando ninguém estiver filmando?


Quem vai cobrar recursos para a saúde?


Quem vai acompanhar as obras do Estado?


Quem vai lutar pela conclusão e funcionamento de estruturas que a cidade espera?


Quem vai defender as demandas da nossa região diante do Governo do Paraná?


Porque deputado estadual não é vereador de Cianorte.


Ele representa o Paraná inteiro.


Mas, para uma cidade eleger alguém identificado com sua realidade, existe uma vantagem política importante: ter alguém que conheça de perto as demandas locais e possa transformar essas demandas em pauta dentro da Assembleia.


CHEGA DE SER APENAS CURRAL ELEITORAL?


Essa é uma expressão dura.


Mas vale a reflexão.


Uma cidade pode ter milhares de votos e, mesmo assim, continuar sem uma representação estadual diretamente identificada com suas necessidades.


Pode entregar votos para candidatos que aparecem em época de eleição e depois voltar a assistir de longe às decisões tomadas em Curitiba.


É esse o modelo que Cianorte quer?


Essa resposta não cabe ao prefeito.


Não cabe aos partidos.


Não cabe aos grupos políticos.


Não cabe aos cabos eleitorais.


Cabe exclusivamente ao eleitor.


E é justamente por isso que esta matéria não deveria terminar dizendo em quem você deve votar.


Deveria terminar com perguntas.




QUEM VAI REPRESENTAR CIANORTE DE VERDADE?


A democracia permite que cada cidadão escolha livremente.


Você pode escolher Serginho Pereira.


Pode escolher Roberto Aciolli.


Pode escolher Afonso Lima.


Pode escolher qualquer outro candidato que considere mais preparado para representá-lo.


O voto é seu.


Mas uma coisa precisa ser lembrada:


O voto também é uma cobrança antecipada.


Antes de escolher, pergunte.


Pergunte sobre saúde.


Sobre Hospital Regional.


Sobre infraestrutura.


Sobre segurança.


Sobre educação.


Sobre desenvolvimento econômico.


Sobre geração de empregos.


Sobre recursos estaduais.


Sobre o futuro da nossa região.


E, principalmente:


pergunte o que esse candidato pretende fazer por Cianorte quando a eleição acabar.


Porque fotografia em campanha dura alguns segundos.


Um mandato dura quatro anos.


CIANORTE PRECISA DE REPRESENTAÇÃO.

NÃO DE PROMESSA.


Talvez essa seja a grande questão desta eleição.


Não se trata de dizer que candidato de fora não possa representar Cianorte.

Pode.


Se conquistar o voto do cidadão, terá legitimidade democrática para isso.


Mas o eleitor também tem todo o direito de olhar para dentro de sua própria cidade e perguntar:


“Nós temos nomes daqui. Então por que não discutir seriamente a possibilidade de eleger alguém identificado com a nossa realidade?”


Essa é uma decisão democrática.


Sem cabresto.


Sem imposição.


Sem torcida organizada.


Sem medo.


Sem obrigação.


E sem esquecer que, depois da eleição, quem continua aqui somos nós.


É Cianorte que continua enfrentando suas filas.


É Cianorte que continua cobrando obras.


É Cianorte que continua esperando investimentos.


É Cianorte que continua pagando impostos.


É Cianorte que continua precisando de saúde, segurança, educação e infraestrutura.


Por isso, antes de qualquer voto, talvez seja hora de olhar para a cidade e perguntar:


QUEM VAI LEVAR A VOZ DE CIANORTE PARA A ALEP?


A resposta não pertence ao prefeito.


Não pertence aos partidos.


Não pertence aos grupos políticos.


Pertence ao eleitor.


E, no dia da urna, cada cidadão terá exatamente a mesma coisa nas mãos:


uma escolha livre, democrática e pessoal.


Vote com consciência. Vote sabendo quem está pedindo seu voto — e, principalmente, o que pretende fazer depois de recebê-lo.


Porque Cianorte não precisa apenas de alguém que venha buscar votos aqui.


CIANORTE PRECISA DE REPRESENTAÇÃO.


E essa decisão é sua.



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