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CIANORTE - A ECONOMIA QUE COMEÇA A CUSTAR CARO!

há 1 hora
4 min de leitura

Relatos de servidores apontam cortes no básico, manutenção sendo adiada, falta de materiais e uma máquina pública que estaria economizando justamente onde não poderia: naquilo que mantém os serviços funcionando.


Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP


Há uma frase que, segundo relatos recebidos pelo Portal Bisbilhoteiro de servidores da Prefeitura de Cianorte, estaria circulando pelos corredores da administração municipal: “A ordem é economizar.”



Economizar na manutenção. Economizar na troca de óleo da frota. Economizar na lavagem dos veículos. Economizar na limpeza das calhas dos prédios e instalações. Economizar nos materiais das UBSs. Economizar em praticamente tudo, até em lanches dos centros de atendimentos populares.


O problema é que, quando a economia chega ao ponto de comprometer o básico, ela deixa de ser gestão responsável e começa a se transformar em risco para o patrimônio público e para a população.


Um exemplo emblemático teria acontecido na UBS do Setor 3. Segundo os relatos recebidos, o alagamento ocorrido no local estaria relacionado a problemas nas calhas e, principalmente, aos canos de saída de água, que teriam permanecido entupidos mesmo após uma limpeza parcial das calhas realizada pelo pessoal do pátio.


Ou seja: limpa-se a calha, mas não se resolve o problema da água.


E depois a administração pública paga a conta do improviso.


Também chegaram ao Portal relatos de veículos da Prefeitura que estariam há meses sem uma manutenção adequada e até de carros que, segundo servidores, ainda não teriam sido lavados neste ano.


A situação teria chegado a um ponto tão desconfortável que um motorista transferido da Educação teria questionado abertamente a situação envolvendo a Saúde e a secretária Shelly. Segundo os relatos, até pessoas privadas de liberdade teriam sido utilizadas para auxiliar na lavagem de veículos.


Se confirmado, o episódio não é apenas curioso. É sintomático.


Porque uma Prefeitura que possui estrutura, servidores, contratos e orçamento não pode transformar manutenção básica em operação de emergência.


Uma pergunta que fica no ar paea nossos vereadores, os fiscais das verbas públicas:


Em quanto Cianorte fechará 2026 na sua contabilidade? Teremos saldo NEGATIVO ou POSITIVO? Em quantos milhões?


E o problema não estaria restrito à Saúde somenmte.


Servidores de diferentes áreas relatam que a ordem de contenção estaria atingindo praticamente todas as secretarias. Na Educação, por exemplo, há relatos de profissionais afirmando que “está impossível trabalhar”, com determinações administrativas que estariam dificultando até aquilo que deveria ser considerado básico para o funcionamento dos serviços.


E aqui aparece uma questão política e administrativa que precisa ser esclarecida.


Quem está determinando os cortes?


Porque, segundo os relatos recebidos pelo Portal, o prefeito Marco Franzato determina a execução de determinadas ações, enquanto setores ligados à Administração e ao Planejamento estariam restringindo ou cortando recursos necessários para que essas determinações sejam cumpridas.


Se isso estiver acontecendo, existe um problema grave de comando dentro da própria Prefeitura.


E existe algo ainda mais preocupante: o prefeito sabe realmente o tamanho do problema? (Já falamos em outras ocasiões neste portal que o prefeito estaria sendo enganado e para ele a verdade é omitida e os fatos são mascarados...)


Servidores afirmam que em muiitos casos o prefeito não sabe dos fatos.


Segundo essas informações, Marco Franzato determinaria ações acreditando que a estrutura administrativa dará condições para executá-las. Mas, na ponta, secretarias e servidores estariam encontrando portas fechadas, limitações e cortes.


Na Saúde, a reclamação sobre falta de materiais nas UBSs seria um exemplo.


Segundo servidores, depois de muita pressão e reclamações, a previsão seria de que a situação fosse regularizada em aproximadamente 15 dias - Falta de material básico, como é possível? Onde esta a gestão da saúde?


Mas fica a pergunta:


Por que precisa faltar para depois aparecer?


Gestão pública não pode funcionar na lógica do “deixa faltar, o pessoal reclama e depois regulariza”.


O cidadão não pode ser tratado como indicador de estoque.


Material de UBS não é luxo. Manutenção preventiva não é luxo. Troca de óleo não é luxo. Limpeza de calhas não é luxo. Higiene dos veículos não é luxo.


É obrigação administrativa.


Economizar dinheiro público é necessário. Aliás, é dever de qualquer gestor. Mas economia inteligente significa eliminar desperdícios, rever contratos, planejar compras, fiscalizar despesas e aumentar a eficiência.


Não significa deixar manutenção para depois até que o problema vire emergência - a analisar o caso da frota escolar que foi deixada sem manutenção e sucateou.


O que está chegando ao Portal Bisbilhoteiro precisa ser investigado. Vereadores devem deixar de ficar fazendo vídeos ao lado do prefeito e fazer seu papel de fato - FISCALIZAR COM INDEPENDENCIA E SEM MEDO OU AMARRAS POLÍTICAS... Vereador não é funcionário de prefeito, ou por aqui é?


A Prefeitura de Cianorte está economizando ou simplesmente cortando?


Porque existe uma diferença enorme entre as duas coisas.


E se a informação de que “o prefeito não sabe que a coisa está tão feia assim” for verdadeira, então o problema pode ser ainda maior do que a falta de material, a falta de manutenção ou as calhas entupidas.


Pode ser um problema de comunicação, comando e transparência dentro da própria administração municipal.





O OUTRO LADO


O Portal Bisbilhoteiro deixa claro que as informações apresentadas nesta reportagem foram recebidas de servidores e estão sendo tratadas como relatos que precisam ser esclarecidos e confrontados com a versão oficial.


Por isso, o Portal aguarda o posicionamento do Poder Executivo de Cianorte, especialmente da Prefeitura e das secretarias citadas, para que possa apresentar aos leitores os esclarecimentos, justificativas e informações oficiais da administração.


O espaço para manifestação está aberto e a versão do Executivo será publicada tão logo seja encaminhada ao Portal.


O objetivo não é condenar previamente ninguém. É fazer aquilo que cabe ao jornalismo: perguntar, investigar, confrontar informações e cobrar transparência quando existem recursos públicos e serviços essenciais envolvidos.


Porque uma cidade pode até economizar.


O que ela não pode é economizar no básico e mandar a população pagar a conta depois.

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