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As bombas do Oriente que explodem em Brasília.

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e comunicador.


Óbvio que não existe hora certa para as guerras porque são sempre resultantes da insanidade e da falta de diálogo, mas, é domínio público, também que todas as partes perdem nos combates, ainda que em proporções divergentes, e que, face à globalização, os efeitos se estendem para um elevado número de nações. Todavia para o Brasil as bombas do Oriente podem provocar danos excessivos na nossa combalida economia.

Sabemos perfeitamente que a nossa guerra interna, política, mas igualmente insana, também causa prejuízos e corrói as migalhas que ainda restam nos cofres para investimentos, não podemos olhar à frente porque o choque de interesses só deixa sobreviver aqueles que aceitam as regras do jogo. No Brasil é o fogo amigo, caseiro, que deixa vítimas.


A disputa entre salvadores da pátria, mitos e semideuses está longe de oferecer soluções, exceto para o reduzido grupo de amigos do Rei, está evidente que nem todos ganham, mas o perdedor é sempre o mesmo, aquele do andar de baixo que constrói a escada para a elite continuar subindo. A hipocrisia gera uma confraria que impede que os custos do teatro político sejam custeados pelos frequentadores dos camarotes, fato que perpetua a liderança do Brasil entre os cobradores de impostos.


A matemática é bem simples; a equação precisa igualar os dois lados e, como os mais ricos são intocáveis, a única variável é o tamanho da mordida no bolso do pobre. Impostos sobre herança ou qualquer tipo de tributo que signifique um alento no caixa da nação é rechaçado por um corporativismo que protege sempre o andar de cima.


O problema é que o governo atual não tem a mínima disposição, e talvez nem tempo suficiente, para enfrentar o nosso imenso déficit que, pela incapacidade do povo de sustentar novos impostos, só pode ser realizado pela outra ponta, a redução das despesas. O governo anterior, que teve números mais adequados nesta questão, o fez também por caminhos tortuosos, sem correção real de salário-mínimo ou faixa do imposto de renda, para ficar em apenas dois exemplos, logo obteve melhores resultados, mas com a mesma lógica; a conta será sempre dos pequenos.


Nossa ampulheta econômica esgota a areia no início de 2027, conforme admite até o atual governo, indicando que a tragédia pode ainda ser maior. Mesmo que se condene a agressividade de Javier Millei nesta questão, sem dó nem piedade de aposentados e servidores públicos, é necessário reconhecer a coragem com que o presidente argentino enfrentou a situação econômica, com a urgência e o rigor imprescindíveis para estancar as sangrias, cujos resultados já aparecem, mesmo que timidamente, com escala de progressão que pode significar conforto no próximo encontro com as urnas, indicando que, mesmo com leitura eleitoral, enfrentar a questão é mais inteligente que apenas represá-la.


Para complicar, 2025 tem acrescentado ingredientes explosivos na nossa sopa econômica, se não bastasse a guerra comercial de Trump, desorganizando as negociações multilaterais entre países, a escalada do conflito entre Israel e Irã, bem ao lado de milhões de barris de petróleo, com todas as suas agravantes, tende a colocar ainda mais pressão na nossa balança comercial, sujeita a alterações substanciais nos preços e quantidades das nossas exportações. Zero expectativa de notícias positivas no front externo.


Neste contexto de parlamentarismo disfarçado, que a muito superou o famigerado presidencialismo de coalisão, é necessário ter a responsabilidade de pensar o país para além dos interesses de Lula ou Bolsonaro, ou mesmo da direita ou da esquerda. Não há perspectiva, qualquer que seja o monstro parido nas urnas, de resultados melhores com as variáveis em discussão.


Nossa economia segue em decomposição, agravada pela falta de credibilidade, o governo tem pouquíssimos instrumentos para uma recomposição, talvez nem tempo para ações efetivas de resgate e isto vai gerar uma antecipação imprópria do processo eleitoral.


Razoável que se conclua que as bombas da guerra do Oriente também explodem por aqui, mas, estejam certos, nada destrói mais a nossa economia que a insensatez e irresponsabilidade do debate político, com o jogo eleitoral dando as cartas e os interesses partidários e pessoais se sobrepondo aos anseios coletivos.


Se o Irã tem pesadelos com a poderosa bomba antibunker americana GBU-57, por aqui temos políticos ainda mais eficientes para destruir os nossos sonhos.



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