ANTES DE ENTREGAR O PODER, FAÇA UMA PERGUNTA
VOCÊ ESTÁ ESCOLHENDO LIVREMENTE SEU CANDIDATO — OU ALGUÉM JÁ ESCOLHEU POR VOCÊ?
Às vésperas das eleições, sentei em uma mesa de bar em uma conversa imaginária, Platão, Maquiavel, Aristóteles, John Locke e Foucault estavam comigo.

A pergunta que fiz foi simples, mas incômoda:
O que devemos considerar antes de entregar o poder a alguém?
Platão alerta para aqueles que desejam o poder como um prêmio.
Maquiavel manda esquecer os discursos e observar o que o político faz para conquistar e manter o poder.
Aristóteles pergunta:
“A quem esse poder realmente serve?”
Locke lembra que nenhum governante é dono do poder. É a sociedade que o concede.
E Foucault vai ainda mais longe:
“Quem ensinou você a pensar aquilo que pensa?”
A provocação permanece.
Em uma eleição dominada por discursos, redes sociais, algoritmos, propaganda, influenciadores e disputas narrativas, até que ponto nossas escolhas são realmente nossas?
Será que estamos escolhendo conscientemente?
Ou estamos apenas reproduzindo aquilo que alguém construiu para que acreditássemos?
VOTO NÃO É CHEQUE EM BRANCO.
Quem recebe um mandato recebe uma responsabilidade — e não a propriedade do poder.
Por isso, democracia não termina diante da urna.
Depois do voto começa a fiscalização.
Cobrar. Questionar. Investigar. Comparar promessas com resultados. Observar decisões, alianças, interesses e prioridades.
Porque o poder não pertence ao político.
O poder é emprestado pelo cidadão.
E todo empréstimo deveria vir acompanhado de uma pergunta:
“O QUE VOCÊ FEZ COM O PODER QUE EU LHE ENTREGUEI?”
MARCIO NOLASCO
Analista de Políticas Públicas – ENAP
Portal Bisbilhoteiro

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