Alerta na disputa pelo Paraná - Moro na liderança, mas com sinais de queda...
- Marcio Nolasco

- há 2 dias
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Uma nova pesquisa de intenção de voto para o governo do Paraná, contratada pelo jornal Impacto e realizada pelo instituto Índice, confirma Sergio Moro (PL) na liderança da corrida, mas os números escondem um cenário que já preocupa aliados do senador.
Por Marcio Nolasco - Analista de Politicas Públicas - ENAP

Os números
No cenário estimulado, o levantamento aponta:
Sergio Moro (PL): 35,3%
Sandro Alex (PSD): 27,6%
Requião Filho (PDT): 19,5%
Luiz França (Missão): 0,7%
Tayná Miessa (UP): 0,3%
Samuel de Mattos (PSTU): 0,2%
Brancos/nulos: 5,3%
Não sabem/não responderam: 11,1%
A pesquisa tem nível de confiança de 95%, margem de erro de 2,83 pontos percentuais e está registrada no TSE sob o número PR-07034/2026. É o primeiro levantamento divulgado após a formalização das alianças partidárias e das convenções no estado.
Por que a vantagem de Moro é mais frágil do que parece
À primeira vista, uma diferença de quase 8 pontos sobre o segundo colocado parece confortável. Mas alguns fatores colocam essa liderança sob suspeita:
1. A distância caiu em relação a pesquisas anteriores. Levantamentos do IRG Pesquisas ao longo do ano mostravam Moro com vantagens bem maiores — em maio e junho, por exemplo, ele chegou a abrir quase 20 pontos percentuais sobre o segundo colocado. A pesquisa da Impacto/Índice mostra essa gordura derretendo: agora são menos de 8 pontos separando Moro de Sandro Alex.
2. Sandro Alex saiu do zero e virou ameaça real. Nas pesquisas do primeiro semestre, o nome indicado por Ratinho Junior aparecia disputando o segundo lugar com Requião Filho, muitas vezes empatado tecnicamente. Agora ele aparece isolado em segundo, com força suficiente para projetar um eventual segundo turno competitivo — algo que simulações anteriores do IRG já indicavam como um empate técnico entre os dois.
3. A máquina do governo está do outro lado. Sandro Alex é o candidato do governador Ratinho Junior, que termina o mandato com aprovação elevada. Isso significa estrutura política, prefeitos aliados e capilaridade que tendem a crescer à medida que a campanha avança — um fator estrutural que joga contra qualquer vantagem inicial de Moro.
4. Um eleitorado ainda em aberto. Somando indecisos, brancos e nulos, quase 17% do eleitorado ainda não tem posição definida. Esse contingente pode se movimentar para qualquer lado, mas historicamente tende a se dividir entre os polos mais competitivos — o que favorece justamente quem está em ascensão, como Sandro Alex.
5. Efeito vice e coligações locais. Com Rafael Greca (MDB) se juntando à chapa de Sandro Alex como vice, a candidatura governista ganhou um nome de peso em Curitiba, reduzindo o espaço de Moro na capital, tradicionalmente decisiva no estado.
O que isso significa
Moro segue favorito, mas a pesquisa da Impacto reforça uma tendência que já vinha aparecendo em outros institutos: a disputa está longe de decidida e caminha para um possível segundo turno acirrado contra Sandro Alex. Se a tendência de queda na vantagem se confirmar nas próximas pesquisas, a "liderança tranquila" do senador pode se transformar rapidamente em corrida polarizada.
Dados: pesquisa Impacto/Índice, registro TSE nº PR-07034/2026. Comparações históricas com base em pesquisas do IRG Pesquisas divulgadas ao longo de 2026.



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