Copa
- Célio Juvenal Costa

- há 21 horas
- 2 min de leitura
Como não poderia deixar passar em branco, hoje escrevo sobre a Copa do Mundo de futebol masculino, que está ocorrendo no Canadá, México, e, majoritariamente, nos Estados Unidos. A maior copa da história, com 48 seleções na sua fase final. Começou com 13 seleções em 1930, depois, com o tempo, aumentou para 16, depois para 24, e depois, a partir de 1998, para 32 seleções. No atual formato, seleções que dificilmente participariam, como Haiti, Curaçao, Cabo Verde e Jordânia, jogam a copa depois de dezenas de anos ou jogarão pela primeira vez.

Apesar do grande número de seleções participando, o título vai ser disputado, como sempre, por poucas. Em 22 copas do mundo até hoje, tivemos 8 países que se sagraram campeões mundiais, com o Brasil à frente com 5 títulos. Nesta edição, campeões mundiais como França, Espanha e Argentina aparecem como favoritos, ao lado de Portugal que ainda não conquistou o título. Também estão cotadas as seleções da Alemanha, Inglaterra e Brasil, novamente três campeões mundiais. Na minha opinião, correm por fora, como possíveis surpresas, as seleções da Bélgica e da Noruega, mas, como sempre é possível, apesar de não ser provável, uma outra seleção pode levantar o caneco.
A copa do mundo de futebol sempre é uma festa muito bonita. Torcidas nos estádios, que no geral estão lotados, colorem as arquibancadas e tentam empurrar suas seleções para a vitória. Jogos muito disputados, mesmo que uma boa parte dos jogos apresente nível técnico aquém do esperado. Jogar uma copa do mundo é um sonho dos jogadores de futebol, fazer um gol então é a glória, fazer uma boa campanha é certeza de ter seu nome guardado em seu país, ser campeão então aí é o passaporte para o heroísmo.
O futebol normalmente mexe com as emoções dos torcedores; em uma copa então, muitas pessoas se tornam torcedores do seu país, o que cria algo especial que é o sentimento de pertencimento a uma só nação, com um único interesse naquele momento. Na copa, as rivalidades clubistas são deixadas de lado e, em alguns momentos, até as ideologias discrepantes se tornam irrelevantes, pelo menos naqueles momentos dos jogos. Confesso que meu nacionalismo agradece esses momentos em que podemos nos mostrar brasileiros de fato, usando a camisa e a bandeira brasileiras. Acho mesmo que a copa pode ser o momento de alimentar uma ilusão, que, claro, se desfaz logo que ela acaba ou que a seleção seja eliminada antes da hora.
Enquanto a copa do mundo durar, ou enquanto nossas esperanças de sermos hexacampeões mundiais de futebol continuar, é legal se sentir, ilusoriamente, pertencendo a um país querido por todas as pessoas que aqui vivem, que estão dispostas a defender sua soberania e zelar pela sua democracia!
Meu Instagram: @costajuvenalcelio














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