QUEREM INVADIR BRASÍLIA NOVAMENTE!! JOVENS DE EXTREMA DIREITA TENTAM...
- Marcio Nolasco

- há 2 dias
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Operação Rede Interrompida
Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP
Nesta terça-feira (4/8), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), com apoio da Abin, do Ministério da Justiça e de polícias estaduais, deflagrou a Operação Rede Interrompida, mirando um grupo de extrema-direita com integrantes de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul suspeitos de planejar ataques a prédios públicos em Brasília durante o período eleitoral de 2026.

Quem são os investigados
8 pessoas, entre 19 e 31 anos, localizadas em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul — nenhuma delas mora no DF.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos (não houve prisões — o coordenador de inteligência da PCDF confirmou que não havia mandado de prisão).
Como agiam
Usavam dois grupos públicos no Telegram para disseminar conteúdo neonazista, antissemita e misógino, recrutar novos integrantes e discutir planejamento de atos violentos.
Trocavam mapas, plantas arquitetônicas e modelos 3D de prédios do centro de Brasília, além de discutirem invasão de edificações e formação tática.
Compartilhavam manuais para fabricação de artefatos explosivos, embora nenhum explosivo tenha sido encontrado nos endereços revistados — apenas celulares, computadores e armas brancas
Alvos
O Palácio do Planalto era um dos alvos preferenciais, com os suspeitos chegando a ter a planta baixa do edifício; também colocaram o STF na mira.
Endereços na Esplanada dos Ministérios também eram discutidos, segundo o secretário do Ambiente Digital do MJSP.
"Brasília seria o centro de gravidade dos atos a serem praticados", apesar de nenhum integrante morar na capital.
Origem da investigação
O inquérito começou após um relatório técnico do Ciberlab (Laboratório de Operações Cibernéticas, ligado à Senasp/MJSP) identificar as comunicações do grupo.
Enquadramento legal
Por ora, apura-se associação criminosa, incitação ao crime, apologia ao crime e infrações da lei antirracismo (7.716/1989); o caso ainda não foi enquadrado na Lei de Terrorismo, dependendo isso da perícia do material apreendido.
Contexto histórico
O caso remete a dezembro de 2022, quando uma bomba foi colocada sob um caminhão-tanque no Aeroporto de Brasília por apoiadores de Bolsonaro que buscavam impedir a posse de Lula — o artefato não explodiu por falha no disparador.
Novidades desta operação até o momento:
Alvo mais preciso
O coordenador de inteligência da PCDF, Maurílio Coelho, detalhou que o grupo mapeava especificamente os prédios da área central de Brasília — inclusive marcando qual ministério ficava em cada edifício — em busca do que chamavam de "alvos primários". O Palácio do Planalto seguia como alvo principal.
Contexto temporal mais específico
A operação teve como objetivo declarado impedir um atentado durante os debates do segundo turno entre os candidatos à Presidência — não apenas "período eleitoral" de forma genérica.
Um dos suspeitos identificado (parcialmente)
Em Canoas (RS), a Draco (Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas) cumpriu mandado contra um estudante de 21 anos que tinha acesso constante às redes sociais do grupo suspeito, participando de conversas no Telegram com pessoas de todo o Brasil sobre possíveis ataques durante o período eleitoral. Nada relativo a explosivos foi encontrado na casa dele, o que impediu prisão em flagrante.
Questão jurídica importante
O grau de organização do grupo é decisivo: associação criminosa tem pena de 1 a 3 anos, organização criminosa de 3 a 8 anos, e terrorismo (hipótese descartada por ora) vai de 12 a 30 anos — por isso a perícia dos aparelhos apreendidos é central para definir o desfecho jurídico.
Confirmação sem prisões até o momento
Coelho confirmou que não havia mandado de prisão nesta primeira fase — a investigação optou por não pedir prisões neste momento.



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