Por que os nossos melhores vão embora
- Bruno Oliveira

- 18 de ago.
- 13 min de leitura
Cianorte cresce, gera emprego e aparece bem nas estatísticas. Ainda assim, boa parte dos jovens que a cidade forma faz as malas antes dos trinta anos. Isso tem nome, tem explicação e, em várias cidades brasileiras do mesmo tamanho, tem solução.
Por Bruno Guilherme de Castro Oliveira

Toda cidade média do Brasil vive a mesma cena, todo mês de dezembro. As famílias se arrumam, o ginásio enche, os professores vestem a beca e uma turma inteira sobe ao palco. Há foto, há choro, há orgulho.
O que quase ninguém pergunta é o que acontece com aquelas pessoas três anos depois. E essa pergunta, que parece simples, é uma das mais importantes que uma cidade pode fazer sobre o próprio futuro.
Afinal, o que é fuga de cérebros
A expressão soa técnica, mas o significado é bem direto: é quando as pessoas mais qualificadas de um lugar vão embora dele.
Não confunda com a mudança comum, aquela em que alguém troca de cidade por gosto, por amor ou por acaso. A fuga de cérebros é seletiva. Ela não leva qualquer um. Leva exatamente quem tem diploma, formação técnica, especialização. Leva quem custou caro para ser formado e quem geraria mais riqueza se ficasse.
Uma comparação ajuda a entender. Imagine um produtor que prepara o solo, planta, aduba, irriga e cuida da lavoura por anos. E, na véspera da colheita, o caminhão de outro município encosta e leva a safra. O prejuízo não aparece no talhão, que continua bonito. Aparece no caixa, e só depois.
É mais ou menos isso que acontece. O município paga creche, escola, transporte e merenda. O Estado paga o ensino médio e a universidade. As famílias pagam mensalidade, material e cursinho. E quando a pessoa fica pronta para produzir, ela vai embora.
Uma cidade pode perder mil habitantes e mal sentir. Pode perder cinquenta engenheiros, médicos e gestores e levar uma geração para se recuperar. Não é o número que pesa. É quem sai.
Para onde eles vão? Mais perto do que se imagina
Quando se fala em fuga de cérebros, a primeira imagem que vem à cabeça é a do jovem que se muda para São Paulo, ou até para fora do país. Os dados mostram outra coisa.
Um estudo apresentado no Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional analisou o caso paranaense a partir dos dados do Censo. O Paraná perdeu, no saldo, cerca de 5,6 mil pessoas com ensino superior para outros estados. Parece muito, mas há um número bem maior escondido ali: mais de 60 mil pessoas com curso superior se mudaram dentro do próprio Paraná.
Ou seja, o problema é caseiro. Os nossos formandos não estão indo para o outro lado do mundo. Estão indo para Curitiba, para Londrina e, principalmente, para Maringá, que fica a oitenta quilômetros daqui.
E é justamente essa proximidade que torna tudo mais fácil. Mudar para Maringá não exige romper com a família, vender a casa ou trocar de estado. Não tem despedida no aeroporto, não tem drama de novela. Dá para almoçar com a mãe no domingo. Por não doer, acontece muito mais.
Por que eles vão: três explicações que a pesquisa comprova
O Ipea, um dos principais institutos de pesquisa econômica do país, acompanhou milhões de registros de trabalho ao longo de anos para entender o que faz um profissional qualificado trocar de cidade. Três conclusões se destacam.
A primeira é a mais previsível: é o salário.
A diferença de remuneração entre a cidade de origem e a de destino é o fator que mais pesa na decisão, e vem pesando cada vez mais. É duro admitir, mas nenhum discurso sobre qualidade de vida ganha de uma diferença de dois mil reais por mês, repetida todos os meses, durante anos.
A segunda é menos óbvia: tamanho segura gente.
Quanto maior a cidade de origem, menor a chance de a pessoa qualificada ir embora. Cidade grande tem mais empresas, mais concursos, mais consultórios, mais chance de mudar de emprego sem mudar de endereço. Uma cidade de oitenta mil habitantes precisa fazer de propósito aquilo que uma de quatrocentos mil consegue sem esforço.
A terceira quase nunca entra na conversa: o maior ralo é o serviço público.
Segundo o mesmo estudo, a administração pública é o setor que mais perde profissionais qualificados para outras cidades. Traduzindo: boa parte dos nossos formandos em Direito, Contabilidade, Enfermagem e Administração não sai por causa de uma proposta de empresa. Sai porque passou num concurso em outro lugar.
Isso muda o jogo. Qualquer plano de retenção que pense apenas em fábrica e em vaga de carteira assinada está deixando metade do problema de fora.
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O detalhe que engana: a cidade cresce e mesmo assim perde
Aqui está a parte contraintuitiva, e é ela que faz o problema passar despercebido por tanto tempo.
Cianorte não está esvaziando. Muito pelo contrário. Entre os dois últimos censos do IBGE, a cidade passou de 69.958 para 79.527 habitantes, um crescimento de 13,7 por cento. O Paraná cresceu 9,56 por cento no mesmo período, e o Brasil, 6,5 por cento. A cidade cresce acima da média do estado e bem acima da média do país.
Então onde está o problema? Está na composição. A cidade ganha gente e perde qualificação. Engorda na base e emagrece no topo.
Existe um dado que mostra isso com clareza. Na conta de tudo o que se paga em salário e remuneração dentro do município, as faixas de menor renda ficam com 60,4 por cento do total. É como se, de cada dez reais pagos em Cianorte, seis fossem para as faixas mais baixas. A média do Paraná nesse mesmo indicador é bem menor.
Do outro lado, as faixas de alta renda respondem por 14,1 por cento aqui, contra algo perto de 26 por cento na média estadual. Traduzindo: o andar de cima da nossa economia é bem mais estreito do que o de uma cidade paranaense típica.
Isso não é sinal de pobreza. Cianorte tem IDH de 0,755, renda por habitante de mais de cinquenta mil reais ao ano e quase 99 por cento das crianças de 6 a 14 anos na escola. A cidade produz riqueza, e produz com competência reconhecida no país inteiro. O que ela ainda produz pouco são cargos de alta remuneração capazes de segurar quem se especializa.
Uma cidade que encolhe percebe rápido que está em crise e reage. Uma cidade que cresce enquanto perde os mais qualificados demora anos para notar, porque tudo parece ir bem no gráfico.
O caso do entregador, e por que ele importa
Todo ano se anuncia que a cidade bateu recorde de novas empresas abertas. É uma boa notícia, e ninguém precisa duvidar dela. Mas vale entender o que esse número está contando.
Pense num rapaz de vinte e seis anos que faz entregas. No ano passado ele tinha carteira assinada. Neste ano, para continuar recebendo, precisou abrir um CNPJ. Levou quinze minutos no celular e não custou nada.
A partir dali ele passou a pagar imposto todo mês, inclusive nos meses fracos, e deixou de ter décimo terceiro, férias, FGTS e aviso prévio. Acorda no mesmo horário, faz o mesmo trajeto e ganha mais ou menos o mesmo. Na vida dele, nada melhorou.
Na estatística, porém, ele mudou de lugar. Saiu da conta de informalidade, entrou na de formalidade e virou mais uma empresa aberta no município. É o mesmo trabalhador, com outro carimbo.
Isso não é impressão pessoal. O próprio IBGE explicou que parte da queda recente na taxa de informalidade no Brasil se deve justamente ao aumento de trabalhadores por conta própria que passaram a ter CNPJ. Hoje o país tem mais de 12 milhões de microempreendedores individuais, e o número de pessoas que trabalham por conta própria é o maior já registrado.
E aqui vale uma conta que raramente aparece. O limite de faturamento de um microempreendedor individual é de 81 mil reais por ano, o que dá 6.750 reais por mês. Só que isso é faturamento, não é lucro. Dali saem combustível, manutenção, ferramenta, material e o imposto mensal. Sem férias, sem décimo terceiro, sem FGTS.
E o que isso tem a ver com os nossos formandos
Tudo. E este é o ponto central do artigo.
Imagine uma moça de vinte e três anos, recém-formada em Contabilidade. Ela procura emprego com carteira compatível com o diploma e não encontra. Então abre um CNPJ e passa a atender cinco clientes pequenos por conta própria. Fatura quatro mil reais num mês bom e mil e duzentos num mês ruim. Sem férias, sem plano de carreira, sem previsão.
Nas estatísticas da cidade, ela aparece três vezes como boa notícia: é uma moradora que ficou, é uma profissional formalizada e é uma empresa nova. Na vida real, ela é uma profissional subaproveitada que vai aceitar a primeira proposta com carteira assinada que aparecer em Maringá.
O CNPJ não segura ninguém. Ele só adia a mudança e a esconde dos gráficos enquanto ela se prepara.
Não há culpado nessa história. Não é má-fé de ninguém, é limitação do indicador, que soma no mesmo campo duas coisas opostas: a empresa que chegou de fora e o morador que virou pessoa jurídica. O risco é a cidade achar que está resolvendo justamente quando não está.
O Brasil inteiro vive o mesmo, só que em outra escala
Antes de seguir, vale um zoom para fora. O que acontece entre Cianorte e Maringá acontece, com os mesmos ingredientes, entre o Brasil e o resto do mundo. E olhar para o caso maior ajuda a entender o menor.
Segundo o Centro de Gestão e Estudos Estratégicos, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, o país perdeu cerca de 6,7 mil cientistas para o exterior nos últimos anos. Uma reportagem publicada pela Abrasco, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva, foi atrás das razões e encontrou exatamente as mesmas três que aparecem no caso cianortense: poucas oportunidades, remuneração baixa e ausência de carreira estruturada.
Dois depoimentos daquela reportagem ilustram bem o mecanismo. Um pesquisador brasileiro que saiu em 2016 para um pós-doutorado na Alemanha, e hoje é professor de física em uma faculdade no estado de Iowa, nos Estados Unidos, conta que já foi convidado a prestar concurso para voltar. Não voltou. Explica que, mesmo estando em uma instituição pequena para os padrões americanos, os recursos de que dispõe são comparáveis aos das melhores instituições brasileiras.
O segundo caso é ainda mais próximo do nosso. Uma pesquisadora brasileira chegou a prestar concursos públicos aqui, mas as vagas disponíveis davam pouca ênfase à pesquisa e muita ao ensino. Ela queria seguir pesquisando, prestou seleção fora do país, foi aprovada e ainda saiu com salário maior. Hoje trabalha em uma instituição de Londres.
Repare no detalhe: em ambos os casos, o Brasil chegou a oferecer concurso. O problema não foi a ausência da vaga, foi o desenho dela. É a mesma coisa que acontece aqui, em escala menor, quando um formando encontra na cidade apenas trabalho sem carteira, sem plano de carreira e sem horizonte de crescimento. Existe ocupação. Falta trajetória.
Ninguém vai embora só por dinheiro. Vai embora porque não consegue enxergar onde estará daqui a dez anos se ficar.
Há também um dado que explica muito sobre quem forma os cientistas do país. As bolsas de mestrado e doutorado ficaram dez anos sem reajuste, entre 2013 e 2023, congeladas em 1,5 mil e 2,1 mil reais. Em 2023 subiram cerca de 40 por cento, chegando a 2,1 mil e 3,1 mil reais, e mesmo assim seguem defasadas. Até julho daquele ano, o bolsista sequer podia ter outra fonte de renda sem risco de perder a bolsa.
E quando o país tentou reagir, cometeu um erro que vale de lição para qualquer programa de retorno, inclusive municipal. O Governo Federal anunciou um programa de repatriação de talentos, com previsão de um bilhão de reais em cinco anos para trazer de volta mil pesquisadores, com bolsas mensais de dez a treze mil reais e recursos para instalação e pesquisa.
A comunidade científica apontou fragilidades. Uma delas, destacada pelo vice-presidente da Abrasco, é que a seleção de quem volta deveria ser conduzida pelas universidades e pelos grupos de pesquisa que vão receber essas pessoas, e não por edital aberto de convite. Outra é o desconforto de pagar a quem retorna um valor que destoa do contracheque de quem ficou e prestou concurso. E há ainda a ausência de compromisso formal de permanência.
A lição é direta e serve para Cianorte: trazer gente de volta funciona, mas só quando alguém de dentro escolhe quem chamar, quando existe função definida esperando a pessoa e quando não se cria injustiça com quem nunca saiu.
A boa notícia: cidades do nosso tamanho conseguiram
Se a comparação for com Curitiba ou com Florianópolis, dá sempre para dizer que o problema é o tamanho. Por isso vale olhar para quem tem o mesmo porte de Cianorte. Aí a desculpa acaba.
SANTA RITA DO SAPUCAÍ, MINAS GERAIS | 43 mil habitantes É quase metade da população de Cianorte, e a cidade é conhecida no Brasil inteiro como Vale da Eletrônica. Reúne cerca de 170 empresas de eletrônica, automação, telecomunicações e software, e o setor responde por aproximadamente 17 mil postos de trabalho na região. Empresas de lá exportam para Estados Unidos, Alemanha e Japão. Como começou? Não foi com incentivo fiscal nem com a chegada de multinacional. Foi com escola. Uma escola técnica de eletrônica em 1959 e um instituto de engenharia em 1965. Nos anos 1980, os ex-alunos começaram a abrir as próprias empresas. Hoje, cerca de 65 por cento das empresas da cidade foram fundadas por alunos ou ex-alunos daquela instituição. A cidade não segurou o jovem oferecendo vaga. Ela fez o jovem virar quem oferece vaga. |
PATO BRANCO, PARANÁ | cerca de 90 mil habitantes É o espelho mais próximo, dentro do nosso próprio estado. Cidade do sudoeste, origem agrícola, a 440 quilômetros de Curitiba. Hoje reúne cerca de 365 empresas de tecnologia, 126 indústrias de software e 34 startups com atuação nacional e internacional. A virada tem data: 1993, quando chegou a Universidade Tecnológica Federal do Paraná, que instalou ali o segundo maior campus do estado. Em 1997 veio o parque tecnológico. E há uma lei estadual, de 2007, que reduz em até 80 por cento o ICMS para empresas de eletrônica que se instalem em Pato Branco e em outros três municípios. Em 2025, a cidade foi eleita a segunda mais inteligente do Brasil entre os municípios de até 100 mil habitantes. Seu índice de desenvolvimento humano é superior ao de Cianorte. |
NOVA SERRANA, MINAS GERAIS | pouco mais de 100 mil habitantes | o alerta É a capital nacional do calçado esportivo. Mais de 1,2 mil negócios do setor, cerca de 105 milhões de pares por ano, mais de 14 mil empregos diretos. O calçado responde por mais de 56 por cento dos postos de trabalho do município. Em 2023, foi apontada como a terceira melhor cidade do Brasil para fazer negócios na indústria, atrás apenas de Joinville e Caxias do Sul. A semelhança com Cianorte é quase linha a linha: cidade média, um setor forte que carrega a economia, muitas empresas pequenas, reconhecimento nacional. E aqui está o alerta que Nova Serrana nos oferece de graça: mesmo com todo esse desempenho, o principal freio ao crescimento do polo hoje é a falta de mão de obra qualificada. O sindicato do setor afirma que isso atrasa entregas e limita a expansão das empresas. Ou seja, dá para ser campeão em competitividade e ainda assim travar por falta de gente preparada. |
Colocando esses casos lado a lado, aparece um indicador interessante. Florianópolis, referência nacional, tem 12 empresas de tecnologia para cada mil habitantes. Pato Branco chega a cerca de 4,1 e Santa Rita do Sapucaí a cerca de 4,0. São números de cidade pequena que entraram no mapa do país.
E Cianorte? Não sabemos. Ninguém nunca calculou esse número aqui. E essa, talvez, seja a informação mais importante deste artigo.
O que dá para fazer, e o que não dá para prometer
Nenhuma dessas cidades chegou onde está com um programa só, nem em um mandato. Santa Rita do Sapucaí construiu ao longo de mais de cinquenta anos. Pato Branco vem trabalhando desde 1993. Prometer resultado rápido seria enganação.
Mas há caminhos concretos, e vários deles custam pouco.
Medir. A cidade precisa saber quantos dos seus formandos permanecem, quantas empresas de tecnologia existem por aqui e quantas vagas de nível superior são criadas por ano. Os dados já existem em bases públicas e gratuitas do IBGE, do Ministério do Trabalho e da Receita Federal. Falta alguém organizá-los.
Separar as contas. Anunciar quantas empresas de fora chegaram de verdade, e em outra linha quantos moradores abriram CNPJ. São coisas diferentes e hoje aparecem somadas.
Formar empresário, não só empregado. Cianorte já tem uma pré-incubadora ligada ao campus universitário e um acervo têxtil à disposição da indústria. Falta transformar isso em programa com meta e acompanhamento, no espírito do que Santa Rita do Sapucaí fez.
Chamar de volta quem já foi, mas do jeito certo. Quem saiu aos vinte e quatro anos e hoje tem trinta e quatro, com experiência de capital, é o profissional mais fácil e mais barato de atrair. Muitos já pensam em voltar. Falta alguém avisar que existe vaga. E, aprendendo com a crítica feita ao programa federal de repatriação, é preciso que as empresas e instituições daqui escolham quem chamar, que exista função definida esperando a pessoa, e que ninguém se sinta injustiçado por ter ficado.
Formar para as vagas que existem. Ensino técnico desenhado sobre o que as empresas daqui vão precisar nos próximos três anos, e não catálogo genérico de cursos.
Usar o que já está disponível. O Paraná mantém hoje programas de incentivo, de qualificação e até de construção de barracões industriais. Um deles obriga as empresas parceiras a contratar pelo menos metade dos alunos formados na própria cidade de origem. São instrumentos em vigor, à espera de quem os acione.
Uma última palavra
Cianorte já provou que sabe se reinventar. Quando a geada de 1975 acabou com o café, ninguém aqui esperou por política pública. A cidade colocou máquina de costura na garagem e construiu, com o trabalho dos seus empresários e da sua gente, um dos maiores polos de vestuário do Brasil. É uma história de coragem que a região tem todo direito de contar com orgulho.
A próxima virada é menos heroica e mais chata. Não pede máquina na garagem. Pede planilha certa, dado organizado, lote pronto e paciência. Pede transformar ocupação em carreira e CNPJ em contrato.
E começa por uma pergunta simples, que ninguém aqui respondeu ainda: daqueles jovens que sobem ao palco todo mês de dezembro, quantos ainda estão na cidade três anos depois?
Enquanto não soubermos disso, seguiremos plantando com esmero. E vendo o caminhão do vizinho levar a colheita.
SOBRE A PESQUISA QUE ORIGINOU ESTE ARTIGO Este texto é uma versão simplificada de um estudo mais amplo, que reúne dados do Censo Demográfico 2022 e da PNAD Contínua do IBGE, tabulações do Ipardes, pesquisas do Ipea sobre migração de trabalhadores qualificados, estudo apresentado no Seminário Internacional sobre Desenvolvimento Regional, dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do MCTI e levantamentos de prefeituras e entidades setoriais de Santa Rita do Sapucaí, Pato Branco, Nova Serrana, Joinville, Caxias do Sul, Curitiba e Florianópolis. O estudo completo traz gráficos, tabelas comparativas entre cidades do mesmo porte, análise das políticas estaduais paranaenses disponíveis e uma agenda com doze medidas aplicáveis em Cianorte, com prazos e custos estimados. Sobre a fuga de cientistas brasileiros para o exterior, ver a reportagem da Abrasco: abrasco.org.br/cerebros-em-fuga-poucas-oportunidades-e-falta-de-carreira-estruturada-empurram-cientistas-brasileiros-ao-exterior Leia a íntegra do estudo em: https://brunogcoliveira.medium.com/fuga-de-c%C3%A9rebros-o-que-cianorte-ainda-n%C3%A3o-mediu-8d615a629608?sharedUserId=brunogcoliveira |
Bruno Guilherme de Castro Oliveira é Professor Universitário, Administrador de Empresas CRA 20–25499 / MBA em Controladoria e Gestão e Mestre em Gestão do Conhecimento nas Organizações. Diretor Geral da UNIPAR Campus Cianorte, presidente da Academia de Letras de Cianorte e escreve sobre gestão, educação e desenvolvimento regional. .




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