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Mulheres jovens e negras são as principais vítimas de violência de parceiros, diz IBGE

Ao menos 6% das mulheres brasileiras sofreram violência psicológica, física ou sexual praticada por um parceiro íntimo, antigo ou atual no período de um ano, apontam dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).



O levantamento leva em consideração a situação de mulheres de 18 anos ou mais de idade que sofreram violência psicológica, física ou sexual nos 12 meses anteriores da entrevista e cuja forma mais grave de violência foi praticada por um companheiro.


Os dados demonstram que mulheres pretas ou pardas sofreram mais com esse tipo de violência (6,3%) que brancas (5,7%). Além disso, as vítimas que mais relataram a violência de um parceiro ou ex-parceiro íntimo têm entre 18 e 29 anos (9,2%) e 30 a 49 anos (8,2%).


Além disso, a pesquisa ainda mostra que a proporção de mulheres que foram vítimas de violência sexual praticada por uma pessoa que não é parceira íntima é de 0,5%, e a faixa etária mais afetada foi de mulheres com idade entre 18 e 29 anos (1,3%).


Segundo o IBGE, os dados de violência não apresentam expressiva diferenciação regional -variam de 6,3% no Nordeste a 5,6% no Sul. Entre os estados com os piores registros estão Roraima (8,5%), Sergipe (8,4%) e Mato Grosso do Sul (8,2%).


A pesquisa também analisou os dados sobre homicídios dolosos (intencionais) contra mulheres entre 2017 e 2021. Os dados mostram que houve a redução na taxa de homicídio doloso/intencional a cada 100 mil mulheres no país nos últimos anos.


Em 2017, a taxa era de 4,7 –naquele período, a lei do feminicídio completava dois anos. Em 2021, o número caiu para 3,5 por 100 mil. As principais quedas estão nas mortes que ac