top of page
572954291_18300745243267772_2025636869234957554_n.jpg

Justiça suspende Operação Big Fish e coloca investigação contra Davanço sob forte questionamento jurídico - Câmara continua o processo de cassação

Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP


A suspensão do do processo não se deu porque Davanço e os demais acusados foram ou serão considerados inocentes ainda! Se deu por questão e entendimento de quem deveria investigar o processo - a justiça estadual ou a justiça federal - até o momento Davanço não foi inocentado de nenhuma acusação...



Uma decisão do Tribunal de Justiça do Paraná provocou um verdadeiro terremoto jurídico e político em torno da Operação Big Fish — investigação que colocou o vereador Vitor Hugo Davanço e outros investigados no centro de acusações graves envolvendo suposta organização criminosa, lavagem de dinheiro e exploração ilegal de jogos de azar.


A liminar foi concedida pelo desembargador Kennedy Josué Greca de Mattos, da 2ª Câmara Criminal do TJPR, suspendendo temporariamente o andamento das ações penais, medidas cautelares e demais processos ligados à operação até análise definitiva do Habeas Corpus.


O ponto central da decisão não entra diretamente no mérito da culpa ou inocência dos investigados.


A discussão gira em torno de algo ainda mais explosivo juridicamente:


quem deveria julgar o caso — a Justiça Estadual ou a Justiça Federal?


Segundo a decisão, existem fortes indícios de transnacionalidade nas operações investigadas, incluindo uso de empresas offshore em Curaçao, servidores hospedados fora do Brasil, processamento internacional de pagamentos e utilização de plataformas eletrônicas de apostas conhecidas como “BETs”.


O magistrado destacou que os próprios elementos apresentados pelo Ministério Público indicam estruturas financeiras e tecnológicas internacionais, situação que pode atrair competência da Justiça Federal.


A decisão menciona contratos com empresas sediadas em Curaçao, movimentações envolvendo plataformas digitais internacionais e até discussões internas entre investigados sobre migração de servidores da Costa Rica para os Estados Unidos visando dificultar eventual cooperação jurídica internacional.


Outro ponto sensível do despacho é a referência à empresa LEMA Administração e Participações S.A., autorizada pelo Governo Federal a operar apostas de quota fixa (“BETs”), que segundo as investigações teria sido utilizada para misturar receitas legais com recursos supostamente oriundos de exploração ilegal de jogos.


Na prática, o Tribunal reconheceu que há elementos suficientes para gerar dúvida séria sobre a competência da Justiça Estadual para conduzir o caso.


E isso muda completamente o cenário.


Porque quando uma investigação desse porte pode ter sido conduzida por um juízo potencialmente incompetente, toda a estrutura processual passa a ser questionada

.

Quebras de sigilo.


Prisões.


Buscas e apreensões.


Bloqueios.


Recebimento de denúncias.


Tudo entra na zona de revisão jurídica.


A decisão também cita entendimento recente do Superior Tribunal de Justiça segundo o qual operações envolvendo plataformas de apostas internacionais podem sim atrair competência federal, especialmente quando existem elementos de transnacionalidade financeira e tecnológica.


Veja a decisão aqui:



O desembargador foi enfático ao afirmar que cabe exclusivamente à Justiça Federal decidir se há ou não interesse da União envolvido no caso.


Com isso, a Operação Big Fish sofre agora seu maior abalo jurídico desde o início.


Politicamente, o impacto também é gigantesco.


Porque a suspensão da operação inevitavelmente alimenta discursos de perseguição política, excesso investigativo e possível fragilidade técnica da condução processual.


Por outro lado, a decisão não absolve ninguém.


Não inocenta.


Não encerra investigações.



Com isso Davanço terá ainda mais tempo para se defender na justiça, como sempre falamos em nossas matérias, Victor Hugo Davanço tem amplo direito de defesa e espaço suficiente para provar que é inocente - agora muito mais que dizer que é inocente é provar que é de fato... por isso mesmo tem amplo direito de defesa, e quem não teve não teme!


O que o Tribunal reconheceu, neste momento, é que existe uma dúvida jurídica relevante sobre quem possui competência constitucional para julgar os fatos.

E essa diferença é fundamental.


Ainda assim, o efeito político é inevitável.


A narrativa pública da operação muda drasticamente.


O caso deixa de ser apenas uma investigação criminal de alto impacto e passa a se transformar também em um debate sobre limites institucionais, competência constitucional e validade dos atos praticados até aqui.


Agora, a grande pergunta que começa a circular nos bastidores políticos e jurídicos é inevitável:


se a Justiça Federal confirmar a incompetência da Justiça Estadual, quais consequências poderão atingir toda a Operação Big Fish?


Porque dependendo do entendimento futuro, o caso pode entrar em uma das fases mais delicadas e imprevisíveis de toda sua trajetória judicial.


Documento analisado: decisão liminar do Habeas Corpus nº 0061482-20.2026.8.16.0000 do TJPR.


Câmara de Cianorte mantém processo contra Davanço e expõe racha político histórico na base governista


A sessão extraordinária desta segunda-feira (25) marcou um dos momentos políticos mais delicados e simbólicos dos últimos anos em Cianorte.


Por 7 votos favoráveis contra 2 contrários, a Câmara Municipal decidiu pela continuidade do processo de cassação do vereador Vitor Hugo Davanço, investigado no contexto da Operação Big Fish. O resultado representa muito mais do que uma simples votação legislativa.


Ele revela um movimento político profundo dentro da própria estrutura de poder da cidade.


O placar deixou evidente que a maioria dos vereadores optou por sustentar o avanço das investigações parlamentares, mesmo diante da forte turbulência jurídica criada recentemente pela suspensão liminar da Operação Big Fish pelo Tribunal de Justiça do Paraná.


Na prática, os parlamentares enviaram uma mensagem pública clara:


a Câmara não pretende interromper o processo político apenas porque existe uma disputa jurídica em andamento sobre competência processual.


E talvez o aspecto mais impactante da votação tenha sido justamente esse.


Ao permitir a continuidade do processo, a maioria da Casa demonstrou compromisso institucional com princípios que a população cobra cada vez mais da política brasileira:


ética pública, moralidade administrativa, responsabilidade institucional e busca pela verdade.



Independentemente do desfecho futuro do caso, o gesto político da maioria dos vereadores cria um marco importante E AGORA COM INDEPENDÊNCIA para o Legislativo municipal.


Porque, em cenários de forte pressão política, o caminho mais confortável costuma ser o corporativismo.


O arquivamento.


O recuo.


O silêncio institucional.


Mas desta vez, ao menos neste primeiro grande teste político, a maioria da Câmara decidiu seguir outro caminho.


E isso produz consequências enormes nos bastidores do poder local.


A votação também escancarou algo que até então circulava apenas nos corredores da política:


a base governista de Cianorte está oficialmente manca de uma perna.


O resultado demonstrou que vereadores ligados ao sistema político tradicional da cidade já não caminham mais em bloco absoluto dentro da Câmara Municipal.


A divergência aberta em plenário mostra que parte da base preferiu preservar sua independência política e institucional, mesmo contrariando setores alinhados à presidência da Casa e grupos que defendiam um freio imediato no processo. Os vereadores que votaram a favor da cntinuidade do processo cm amplo direito de defesa de Davanço, garantiram a credibilidade da casa e de seus eleitorados individuais.



O impacto disso é gigantesco.


Porque, na política municipal, bases governistas costumam sobreviver justamente pela unidade estratégica.


Quando essa unidade se rompe publicamente dentro de uma votação tão sensível, o efeito político tende a se espalhar para outras pautas, votações e articulações futuras.


Mais do que isso:


a sessão desta segunda-feira talvez tenha produzido uma das imagens políticas mais simbólicas dos últimos tempos em Cianorte.


A de vereadores votando contra o velho reflexo automático do corporativismo político.


E isso altera completamente a narrativa construída até aqui.


Agora, o caso Davanço deixa de ser apenas uma crise individual.


Ele passa a funcionar como um divisor institucional dentro da própria Câmara Municipal. Davanço pagou pra ver, e não foi poupado no PAREDÃO.


De um lado, os que defendem prudência política diante das incertezas jurídicas da Operação Big Fish.


Do outro, os que sustentam que a investigação política precisa continuar independentemente das batalhas judiciais paralelas.


O resultado final mostra que, neste momento, venceu a tese da continuidade.


E com ela nasce uma nova configuração política dentro do Legislativo cianortense:


menos previsível, mais fragmentada e muito mais independente do que muitos imaginavam.

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
ffdd.png

Charge - Nolasco 

Canal 2.png

Nota do editor: os textos, fotos, vídeos, tabelas e outros materiais iconográficos publicados nos espaços “colunas” não refletem necessariamente o pensamento do bisbilhoteiro.com.br, sendo de total responsabilidade do(s) autor(es) as informações, juízos de valor e conceitos divulgados.

* As matérias e artigos aqui postados não refletem necessariamente a opinião deste veículo de notícias. Sendo de responsabilidade exclusiva de seus autores. 

Portal Bisbilhoteiro Cianorte
novo-logotipo-uol-removebg-preview.png

Receba nossas atualizações

Obrigado pelo envio!

Selo qualidade portal bisbilhoteiro

Bisbi Notícias: Rua Constituição 318, Zona 1 - Cianorte PR - (44) 99721 1092

© 2020 - 2026 por bisbinoticias.com.br - Todos os direitos reservados. Site afiliado do Portal Universo Online UOL

 Este Site de é protegido por Direitos Autorais, sendo vedada a reprodução, distribuição ou comercialização de qualquer material ou conteúdo dele obtido, sem a prévia e expressa autorização de seus  criadores e ou colunistas.

bottom of page