Grupo G: como fica com a possível ausência do Irã?
- Walber Guimarães Junior

- 12 de mai.
- 3 min de leitura
O sorteio dos grupos indicou Bélgica, como cabeça de chave, Egito, Irã e Nova Zelândia, um grupo equilibrado, mesmo com a representante da Oceania aparentemente em nível abaixo das competidoras. Ocorre que, agora em 11 de março, o Irã anunciou a desistência da competição por causa da guerra contra os EUA, exatamente o anfitrião da Copa.

A desistência do Irã pode significar vaga direta para o Iraque, representante asiático na repescagem, sendo substituído pelos Emirados Árabes Unidos neste disputa que deverá ter a decisão com a seleção asiática enfrentando o vencedor de Bolívia e Suriname, semifinal do dia 26 de março.
Como analista esportivo, vejo este grupo como um clássico choque de escolas futebolísticas: a escola europeia em transição, a força norte-africana, a consistência asiática e a imposição física da Oceania. O favoritismo belga é claro, mas a briga pela segunda vaga está aberta, com favoritismo do Egito e pela classificação como um dos melhores terceiros será uma verdadeira batalha campal.
Aqui está o raio-x detalhado do Grupo G:
Bélgica: a nova geração entra em campo.
Os Diabos Vermelhos chegam à América do Norte após o encerramento da sua badalada "Ótima Geração". O clima agora é de renovação e menos pressão pelo título, o que pode ser benéfico.
A equipe deve seguir com a mesma estratégia tática, reforçada pela qualidade técnica individual no último terço do campo, transições ofensivas avassaladoras e meio-campo cerebral, porém, nesta edição, a seleção não terá a mesma solidez na defesa que Kompany e Vertonghen garantiam no passado recente. Outra preocupação é a instabilidade emocional de uma equipe com pouca experiência e muita pressão
O grupo reserva uma ótima oportunidade da equipe ganhar corpo, crescer na competição porque, aparentemente, só terá dificuldades no duelo contra o Egito.
Egito: os Faraós exigem a primeira vitória.
Com ótima tradição na África, onde sempre estiveram na primeira prateleira, os egípcios buscam a afirmação na cena mundial esportiva e a esperada primeira vitória em Copas, depois da ausência em 2022.
Com uma equipe mais madura, mais cascuda e muito menos dependente de um único jogador, a seleção pode realmente fazer uma boa Copa porque agora contam com um ataque de leite mundial, muito letal nos contra-ataques e alta capacidade de finalização.
O Egito pode sofrer com a defesa, muitas vezes vulnerável à pressão alta e com o meio campo que tem dificuldade de se impor contra equipes mais técnicas.
O sorteio, e até mesmo a possível ausência do Irã, a eleva a condição de favorita para a segunda vaga do grupo.
Irã ou Iraque; quem vai representar a Ásia.
O Irã é uma das seleções mais consistentes e encardidas do continente asiático. Presente com frequência nos Mundiais recentes, o Irã é aquele adversário que ninguém gosta de enfrentar, pois exige um esforço físico brutal para ser batido, mas, neste momento, está, quase em definitivo, fora da Copa.
O Iraque deverá assumir a vaga que já almejava, via repescagem quando, em 31 de março, deveria enfrentar o vencedor de Bolívia e Suriname, valendo esta vaga para o grupo G da Copa. Sem dúvida, pela qualidade técnica inferior e menor rodagem internacional, é uma seleção um pouco abaixo do Irã, mas deve se impor com facilidade contra a Nova Zelândia e fazer jogos difíceis contra a Bélgica e Egito, buscando pelo menos mais um ponto para avançar na terceira vaga.
Nova Zelândia: a Oceania entra em campo.
Dominante absoluta na Oceania, a equipe se beneficia do novo formato com vaga direta. Os All Whites vêm com menos pressão e mais experiência internacional em seu elenco do que em anos anteriores, sabendo que faz história só de entrar em campo.
Não é, todavia, uma equipe inconsistente porque tem uma força física impressionante e um ótimo jogo aéreo, embora sofra com a lentidão da zaga e a deficiência técnica na troca de passes.
Embora ainda tenha duas vagas incertas, dificilmente este grupo não terá Bélgica e Egito nas duas primeiras vagas, inclusive por que ninguém sabe o que esperar da seleção iraquiana e se conhece a inferioridade técnica da Nova Zelândia.














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