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Falta de materiais nas UBSs acende alerta silencioso dentro da saúde pública de Cianorte

PARTE 1 - A FALTA DE MATERIAIS


Em uma gestão municipal que se deixa faltar materiais básicos para o atendimento no sistema público de saúde, é de se pensar SERIAMENTE quais são as prioridades... e o que esta ESPETACULAR!



Por Marcio Nolasco - Analista de Política Públicas - ENAP


Prefeitura paga mais de 800 mil reais para show de 80 minutos, mais de 10 mil reais o minuto, e não temos materiais básicos para atender nossa população no sistema público de saúde municipal - Qual é a prioridade?
Prefeitura paga mais de 800 mil reais para show de 80 minutos, mais de 10 mil reais o minuto, e não temos materiais básicos para atender nossa população no sistema público de saúde municipal - Qual é a prioridade?

Uma informação grave começa a circular nos bastidores da saúde pública de Cianorte entre técnicos de enfermagem e médicos, se confirmada oficialmente, pode revelar uma situação extremamente preocupante dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. E nossa reportagem foi pesquisar e descobriu ser real e verdadeiro os fatos com declaração da própria prefeitura - falta material básico até para fazer curativos nas UBSs de Cianorte, mais vamos ter festa milionária - Quais são as prioridades dessa gestão?


Segundo relatos recebidos por nossa reportagem, diversas UBSs estariam enfrentando falta de materiais considerados básicos para o funcionamento diário dos atendimentos. Entre os itens citados estariam luvas, materiais para curativos, insumos para suturas e outros produtos essenciais utilizados rotineiramente pelas equipes de saúde.


A denúncia, porém, vai além da simples ausência de materiais.



O que mais chama atenção nos relatos é a informação de que o problema já seria de conhecimento interno dentro da estrutura administrativa da saúde municipal, mas nenhuma solução efetiva estaria sendo tomada até o momento.


De acordo com as informações recebidas, servidores públicos estariam preocupados com a possibilidade de futuramente serem responsabilizados pela crise de abastecimento, mesmo sem terem responsabilidade direta sobre os processos finais de autorização e liberação das compras.


Nos bastidores, cresce a percepção de que muitos problemas administrativos não estariam chegando integralmente ao conhecimento do prefeito municipal, criando uma espécie de “blindagem interna” dentro da máquina pública.


A frase repetida por alguns servidores resume o clima atual:


“Um está protegendo o outro.”


As informações recebidas apontam ainda que parte significativa dos processos estaria parada dentro da própria Secretaria Municipal de Saúde, aguardando andamento administrativo.


Se isso realmente estiver acontecendo, o cenário passa a ser extremamente delicado.


Porque a falta de materiais básicos dentro das UBSs não representa apenas um problema burocrático.


Representa risco direto ao atendimento da população.


Sem luvas, curativos e insumos mínimos, profissionais ficam limitados para executar procedimentos simples do cotidiano médico e ambulatorial.


Em contato também com os vereadores municipais, tivemos acesso na reposta de um ofício que o poder executivo encaminhou para a Câmara Municipal onde já solicitou explicações sobre a falta de materiais básicos para o atendimento nas UBSs, veja:



E quando a estrutura básica começa a falhar, toda a rede pública passa a operar sob pressão. Existe relatos que até luvas de proteção estão em falta nas UBSs.



Outro ponto que chama atenção nos relatos é que servidores mais antigos afirmam que situações dessa natureza “não aconteciam anteriormente” com a frequência atualmente percebida.


Isso amplia ainda mais a necessidade de esclarecimentos públicos transparentes por parte da administração municipal.



A população precisa saber:


  • Existe realmente falta de materiais nas UBSs?

  • Quais unidades estariam sendo afetadas?

  • Há atraso em processos de compra?

  • Os contratos de fornecimento estão regulares?

  • Os estoques foram monitorados corretamente?

  • Quem possui responsabilidade administrativa sobre os processos?

  • Nessa gestão atual não existe alguém tecnicamente capacitado e gabaritado para regular o estoque de materiais básicos e essenciais para a manutenção da saúde pública municipal? É realmente necessário nessa "logística não compreendida" deixar faltar os materiais para atendimento da saúde da população? Como de forma CONVINCENTE se explica um absurdo deste? Como se explica?

  • Em pleno século 21, com alta capacidade de tecnologia em sistemas ERP e de gestão de materiais, a Secretaria de Saúde e nossa atual secretária de saúde, não tem um controle EFICIENTE E EFICAZ dos suprimentos para as UBSs, é necessário deixar faltar o básico e fundamental?




A PREFEITURA AFIRMA QUE REALMENTE FALTAM MATERIAIS!


Nossa equipe entrou em contato com a Prefeitura de Cianorte, que nos encaminhou a seguinte posição:


A Prefeitura de Cianorte informa que a atual gestão da Secretaria Municipal de Saúde identificou a necessidade de reposição de alguns materiais utilizados nas Unidades Básicas de Saúde do município.


Assim que a situação foi constatada, foram adotadas as providências necessárias para regularizar o abastecimento. O empenho para aquisição dos insumos ocorreu em 20 de maio e os materiais já estão sendo entregues às unidades.


Paralelamente, a Secretaria de Saúde realizou processo licitatório por registro de preços, garantindo maior segurança e regularidade no fornecimento desses itens.


Os atendimentos à população foram mantidos durante todo o período e o abastecimento das unidades está sendo normalizado.


Secretaria de Comunicação.


 PERGUNTA DIRETA AOS VEREADORES DE Cianorte 


Como representantes do povo, e com tantas emendas parlamentares anunciadas para a saúde pública…


Como a população está enfrentando falta de materiais básicos nas UBSs?


Faltam itens essenciais.


Faltam materiais simples para atendimento.


Faltam insumos para curativos.


E a pergunta que começa a ecoar nas ruas é inevitável:


COMO SE EXPLICA ISSO?


Os senhores vereadores pretendem levar quanto tempo para ter coragem política de abrir uma CPI DA SAÚDE PÚBLICA em Cianorte?


Ou a população terá que continuar convivendo com o silêncio institucional

enquanto pacientes chegam às unidades e encontram estruturas sem o básico?


E outra pergunta precisa ser respondida:


Onde estão os R$ 700 mil que a Câmara Municipal destinou para a saúde pública?


Essa verba não foi suficiente nem para garantir materiais básicos nas UBSs?


Não deu para manter estoque de curativos?


Não deu para garantir luvas?


Micropore?


Fita?


Materiais mínimos de atendimento?


Porque quando o básico começa a faltar dentro da saúde pública… o problema deixa de ser apenas administrativo.


Ele passa a ser humano.


Institucional.


E profundamente político.



Mais importante ainda:


O prefeito municipal já foi oficialmente informado sobre a dimensão do problema?


Porque, se houver omissão de informações dentro da própria estrutura administrativa, o risco deixa de ser apenas operacional.


Ele passa a ser institucional.


E em situações como essa, o silêncio costuma apenas aumentar a crise.


Diante da gravidade dos relatos, seria importante que a Prefeitura de Cianorte, a Secretaria Municipal de Saúde e os demais setores envolvidos apresentassem esclarecimentos públicos objetivos sobre a situação atual do abastecimento das UBSs do município.



A saúde pública não pode funcionar baseada em rumores, insegurança interna ou transferência silenciosa de responsabilidades.


A população precisa de respostas.


E os servidores também.


PARTE 2 - OS RISCOS PARA PACIENTE E PROFISSIONAIS DE SAÚDE


A falta de materiais básicos nas UBSs de Cianorte pode gerar risco sanitário, infecção hospitalar e responsabilidade legal do poder público


A ausência de materiais considerados básicos dentro das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e demais estruturas públicas de atendimento médico pode representar muito mais do que um simples problema administrativo.


Recebido em 01/06/26 - 15:25 horas
Recebido em 01/06/26 - 15:25 horas

Quando itens como micropore, luvas, placas de curativos, fita crepe hospitalar e testes indicadores biológicos para autoclaves começam a faltar, o que entra em risco é a própria segurança sanitária do sistema público de saúde.


E as consequências podem atingir diretamente pacientes, médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e toda a estrutura operacional da saúde pública municipal.



O que diz a legislação da saúde pública


A Constituição Federal, em seu artigo 196, estabelece que:


“A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos.”


Além disso, a Lei Federal nº 8.080/1990 — conhecida como Lei Orgânica da Saúde — determina que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve garantir atendimento integral, seguro e adequado à população.


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) também estabelece normas rígidas de biossegurança, esterilização e controle de infecções hospitalares.


Ou seja:


a falta de materiais essenciais pode configurar não apenas falha administrativa, mas potencial risco sanitário coletivo.


A gravidade da falta de luvas


Recebido em 01/06/26 - 16:00 horas
Recebido em 01/06/26 - 16:00 horas

A ausência de luvas talvez seja uma das situações mais graves dentro de qualquer unidade de saúde.


As luvas são Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) obrigatórios para proteção tanto do profissional quanto do paciente.


Sem elas, aumentam drasticamente os riscos de:


  • contaminação cruzada;

  • transmissão de vírus e bactérias;

  • infecções hospitalares;

  • exposição a sangue e secreções;

  • acidentes biológicos;

  • contaminação por hepatites, HIV e outras doenças infecciosas.


Além disso, a Norma Regulamentadora NR-32, do Ministério do Trabalho, obriga instituições de saúde a fornecerem EPIs adequados aos trabalhadores da saúde.


A ausência desses materiais pode gerar responsabilização administrativa, civil e até trabalhista para o ente público.


O risco invisível da falta de teste biológico para autoclave


Entre os itens mais preocupantes está o teste indicador biológico para autoclave.


Esse material é fundamental para verificar se instrumentos médicos e odontológicos realmente passaram por esterilização adequada.


Sem esse controle, não existe garantia técnica de que materiais cirúrgicos, odontológicos ou ambulatoriais estejam livres de microrganismos perigosos.


Na prática, isso pode abrir margem para:


  • infecções graves;

  • contaminação de pacientes;

  • surtos infecciosos;

  • falhas em procedimentos médicos;

  • risco epidemiológico coletivo.


A RDC nº 15/2012 da ANVISA determina monitoramento rigoroso dos processos de esterilização em serviços de saúde.


Sem testes biológicos adequados, o município pode inclusive enfrentar questionamentos sanitários e jurídicos.


Micropore, curativos e fita hospitalar: o “básico do básico”


Materiais aparentemente simples, como micropore, placas de curativos e fitas hospitalares, possuem função essencial no tratamento diário de pacientes.


A falta desses itens pode comprometer:


  • realização de curativos;

  • fixação adequada de sondas e cateteres;

  • proteção de ferimentos;

  • cicatrização;

  • assepsia;

  • prevenção de infecções.


Pacientes diabéticos, idosos, crianças e pessoas com feridas crônicas tornam-se ainda mais vulneráveis.


Além disso, a improvisação dentro do ambiente hospitalar ou ambulatorial aumenta o risco de erros, contaminações e agravamento clínico.



Os impactos para os profissionais de saúde


Recebido em 01/06/26 - 17:05 horas
Recebido em 01/06/26 - 17:05 horas

A falta de insumos também gera forte desgaste nas equipes médicas e de enfermagem.


Profissionais passam a trabalhar sob pressão extrema, enfrentando:


  • insegurança técnica;

  • risco ocupacional;

  • desgaste psicológico;

  • medo de responsabilização;

  • aumento de conflitos com pacientes;

  • sobrecarga emocional.


Muitos acabam sendo colocados em situação extremamente delicada:


Precisam atender sem possuir os materiais mínimos adequados para garantir segurança assistencial.



O problema deixa de ser apenas administrativo


Quando faltam materiais básicos em unidades públicas de saúde, o problema deixa de ser apenas burocrático ou financeiro.


Ele passa a atingir diretamente:


  • a segurança da população;

  • a dignidade do atendimento;

  • a proteção dos servidores;

  • a responsabilidade sanitária do município.


E em casos mais graves, dependendo das consequências clínicas provocadas pela falta desses materiais, o poder público pode enfrentar:


  • ações judiciais;

  • investigações sanitárias;

  • responsabilizações administrativas;

  • apurações do Ministério Público;

  • intervenção de órgãos de controle.


Porque, dentro da saúde pública, o básico nunca é apenas o básico.

Frequentemente, é exatamente ele que impede que pequenos problemas se transformem em grandes tragédias.


Uma ultima pergunta - O que a Secretária de Saúde Pública de Cianorte tem a dizer sobre isso? Espaço esta aberto para seu posicionamento...




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