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Eleições na Argentina: o que esperar para os mercados após o segundo turno presidencial amanhã(19).

Por: Mike Madeira - Argentina


Os investidores na Argentina têm adotado uma abordagem cautelosa à medida que o país escolhe seu próximo presidente, e se preparam para mais perdas, independentemente do resultado.


As pesquisas antes da votação deste domingo (19) indicam uma disputa acirrada entre o ministro da Economia, Sergio Massa, e o libertário Javier Milei — candidatos com propostas diferentes para o país, sendo que Milei promete abolir a moeda nacional e substituí-la por dólares.



Os investidores não estão otimistas de que a eleição desencadeará um rali nos ativos do país, cujos títulos são negociados a preços muito abaixo do valor nominal após o último calote em sua dívida em 2020.


Isso ocorre porque, ganhe quem ganhar, a Argentina enfrenta uma difícil trajetória de recuperação. O país está à beira de sua sexta recessão em uma década, o Banco Central está sem dólares e os argentinos sofrem com uma inflação de 143% em 12 meses. O que vemos pelas ruas são muitas incertezas e grandes desconfianças dos argentinas sobre a recuperação econômica do país.


“Independentemente de quem vencer, não haverá dinheiro novo para a Argentina de ninguém”.


“A Argentina terá que cortar drasticamente os gastos e entregar um déficit zero, ou a hiperinflação fará o trabalho que os políticos não estão dispostos a fazer.” relatou o professor de economia, Raimirez Mendonza para nossa equipe nesta tarde de sábado(18).