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CPI da Batina, uma ofensa ao trabalho voluntário.

Milhões de brasileiros dedicam muitas horas de sua vida para ajudar o próximo, exercendo a principal missão do ser humano que tem valores cristãos, buscando o resgate da dignidade de pessoas que, por diversas razões, vagam pelas ruas, sem expectativas ou entregues às drogas. São heróis anônimos que lutam para suprir a ineficiência do Estado que não teve capacidade de garantir emprego, esperança ou um mínimo de qualidade de vida. Terão sempre a minha mais solene admiração e reconhecimento, estão espalhados em todas as cidades, homens e mulheres que tem amor no coração e sabem compartilhar. Um deles atende pelo nome de Padre Júlio Lancellotti.



A missão a que se propõe jamais será policial ou política. Não combatem nenhum partido ou político nem mesmo drogas ou traficantes, buscam com tenacidade minimizar a dor, curar as feridas e tentar resgatar a alma daqueles que perderam a razão de viver. Importante registrar que o trabalho destes abnegados é respeitado pela população e, algumas vezes, de maneira involuntária, apenas por serem necessários, apontam para as falhas da ação do governo em sua meta fundamental, proteger e garantir vida digna a todos. Algo como uma mancha grotesca em um tecido branco, não deveriam existir, mas está presente e precisa ser depurada e, esta ação incomoda porque aponta falhas no sistema, daquelas que não se joga para debaixo do tapete porque são vidas e não apenas números.


Sem nenhuma hipocrisia, tenho total consciência que a fé é usada, indevidamente, por canalhas para fins lucrativos. Todos nós conhecemos monstros, travestidos de religiosos que abusam da fé e da ingenuidade de gente de bem, que enriquecem na carona de ações assistencialistas ou religiosas, que os nivela a qualquer bandido que pratica outro delito. Mas, todos nós sabemos que estas exceções nefastas jamais serão capazes de gerar dúvidas sobre a dignidade das pessoas que se voluntariam para ajudar a sociedade. O Padre Júlio Lancellotti é apenas um deles, talvez um dos mais notórios, mas apenas um homem de bem que se dedica a cuidar de feridas sociais.


O início de 2024 mostra uma tentativa politizada por uma CPI, na Câmara de São Paulo, de mascarar as mazelas do Estado, visando combater ONGs e pessoas que se dedicam ao apoio das vítimas da Cracolândia, maior vergonha da capital paulista. Um vereador radical que tem todo o direito de cumprir sua missão fiscal, precisa deixar claro que acusações tem contra as pessoas que estão levando alimentos, remédios e conforto aos viciados, mas seria muito mais produtivo dedicar seu mandato na busca de alternativa de apoio às vítimas da sociedade, porque sempre serão, mas, infelizmente, esta missão é muito mais difícil.


Pastoral das Ruas, hospitais filantrópicos, igrejas diversas, entidades assistenciais e filantrópicas, até Casas da Sopa, são sempre agentes perigosos para o poder constituído porque fogem do controle do Estado, apontam para suas deficiências e, por isso, são indevidamente combatidas porque escancaram as limitações dos governantes. Triste país que agentes públicos, por incapacidade de combater as causas, se posicionam contra aqueles que, de