Cianorte na corrida por uma cadeira na Assembleia: Uma análise e opinião política!
- Marcio Nolasco

- 10 de ago.
- 4 min de leitura
Faltando poucos meses para o período oficial de candidaturas de 2026, o Médio Noroeste do Paraná já começa a esquentar os bastidores da política estadual.
Cianorte, cidade com peso econômico na região por causa do polo de confecções, historicamente reclama de ter pouca voz própria na Assembleia Legislativa do Paraná — e três nomes aparecem no radar local como possíveis concorrentes a uma vaga de deputado estadual: Serginho Pereira, Roberto Aciolli e Afonso Lima.
Eis uma leitura opinativa e política de quem parece mais bem posicionado neste momento — e por quê.

Por Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas - ENAP
Serginho Pereira: naturalmente vinculado com a cidade, pela estrutura política...

Entre os três, Sergio Pereira Júnior — o "Serginho" — é quem chega com a trajetória mais robusta para uma disputa estadual saindo de Cianorte. Ele construiu carreira política no distrito de Vidigal e no município como vereador, secretário municipal e vice-prefeito, além de já ter sido eleito primeiro suplente de deputado estadual em pleito anterior. Nos últimos anos, ocupou um cargo estratégico como assessor especial da Casa Civil do Governo do Paraná, atuando diretamente na articulação entre o Executivo estadual e os municípios da região — posição que lhe deu acesso direto a emendas, convênios e às lideranças que decidem a liberação de recursos para a região.
Recentemente, ele deixou esse cargo justamente para se dedicar em tempo integral à pré-candidatura, sinalizando profissionalização da campanha. Filiado ao Republicanos — partido com bom trânsito na base aliada do governo estadual —, Serginho reúne três ingredientes que costumam decidir eleições para a Assembleia: máquina, dinheiro de campanha e capilaridade regional (o discurso dele é explicitamente voltado à descentralização de recursos para o Noroeste, o que tende a render votos em vários municípios vizinhos, não só em Cianorte). Na minha leitura, esse é hoje o perfil mais competitivo dos três.
Roberto Aciolli: um nome de peso, mas com uma lacuna importante

Aqui vale um alerta de honestidade: as informações públicas disponíveis sobre Roberto Aciolli mostram uma carreira construída quase inteiramente em Curitiba, porém com fortes ligações em Cianorte. Ele é jornalista, apresentador de um programa policial de TV desde 2003, foi vereador mais votado de Curitiba em 2008, eleito deputado estadual em 2010 pela capital, e tentou — sem sucesso — a reeleição em 2014 e 2018. Em 2024, concorreu novamente a vereador, também em Curitiba.
Aciolli hoje é um concorrente direto pela vaga cianortense na ALEP. Sua candidaturea de fato vinculada à região, faz com que sua vantagem seja o reconhecimento de nome em todo o estado (poucos políticos paranaenses têm tanta exposição televisiva), mas ele esta patindo sem a base de votos histórica que normalmente sustenta uma candidatura fora da capital.
Afonso Lima: força de base, mas um salto grande pela frente

Afonso Sérgio Lima é hoje vereador de Cianorte, eleito em 2020 com 905 votos — tornando-se o vereador mais jovem da legislatura — e reeleito para o mandato 2025-2028, no qual ocupa a vice-presidência da Câmara Municipal. Filiado a um partido de perfil mais comunitário (histórico de atuação ligado à Pastoral Fé e Política e ao Conselho Municipal de Saúde), ele tem uma base de apoio fiel e visibilidade construída no varejo político — no bairro, na igreja, no atendimento direto ao eleitor.
O problema é de escala. Uma vaga de deputado estadual no Paraná costuma exigir dezenas de milhares de votos, geralmente pulverizados por vários municípios de uma microrregião. Sair de menos de mil e quinhentos votos municipais para uma candidatura estadual competitiva é um salto enorme, que normalmente demanda anos de pré-campanha, alianças regionais e recursos que um mandato de vereador dificilmente proporciona sozinho. Não é impossível — vereadores jovens e carismáticos como Afondo às vezes surpreendem —, mas, comparado a Serginho Pereira, Afonso parte de uma posição estrutural mais frágil.
O veredito (por enquanto e opinião deste analista)
Com base no que está publicamente disponível politicamenete hoje, Serginho Pereira parece o nome mais bem posicionado na disputa saindo de Cianorte: ele soma experiência de máquina, proximidade recente com o núcleo de poder estadual e uma narrativa regional clara. Afonso Lima tem capital político real porém tímido para uma disputa estadual, e enfrenta o desafio clássico do salto do município para o estado, experiência ja vivida por Aciolli por exemplo...
Já Roberto Aciolli, com os dados atualmente disponíveis, esta aparecendo de forma consistente como candidato por Cianorte — o que torna qualquer prognóstico sobre ele, nesse recorte específico, impossível de qualquer conclusão mas que pode sim surpreender... Democraticamente a disputa em Cianorte esta "gostosa" e muito tranquila... Temos sim espaço para esses três nomes e que todos tenham sucesso!!
Vale o alerta de sempre: estamos a dias do registro oficial de candidaturas (previsto para agosto/setembro de 2026), alianças partidárias ainda vão se mexer bastante, e pesquisas eleitorais locais — quando surgirem — dirão muito mais do que qualquer análise de bastidores. Esta é uma leitura opinativa baseada em trajetória e estrutura política, de cada candidato, feita por este analista de políticas públicas, QUE FIQUE CLARO, não é uma previsão de resultado.



.png)






Comentários