CATAR; UMA SELEÇÃO COM GRIFFE OU O PATINHO FEIO DA COPA?
- Walber Guimarães Junior

- 30 de mai.
- 2 min de leitura
Se em 2022 a vaga veio de presente, por organizar a festa, agora a seleção do Catar ganha a vaga jogando e obtendo bons resultados dentro de campo, fato que enche de esperanças seus torcedores invadidos por um sentimento geral de que há uma chance real de apagar a imagem negativa da edição anterior.

O sorteio de dezembro, que os colocou no grupo B ao lado da Suíça, Canadá e um europeu da repescagem, Itália ou Bósnia, ampliou a expectativa positiva, confiantes que em um grupo equilibrado, a seleção pode até surpreender.
Importa também destacar que, depois da contratação de um treinador com grife, Julien Lopetegui, com passagens pela Espanha e Real Madrid, o time evolui, abandonou a ingenuidade, marca dos elencos anteriores, adquiriu maturidade e entra em campo com confiança redobrada pelos títulos asiáticos de 2019 e 2023.
Com uma boa estrutura tática, com uma defesa organizada, pontos falhos da equipe anterior, o Catar está pronto para competir com altivez contra os adversários sorteados, com muito mais maturidade e certos de que podem fazer muito mais que apenas entrar em campo.
Dentro de campo, a presença de duas estrelas ascendentes, Akam Afif e Almoez Ali, conferem um novo status ao time. Afif, por muito considerados o melhor asiático das ligas europeias, carimba todas as jogadas da equipe, com especialistas afirmando que o jogo do Catar começa e termina nele.
Almoez Ali é o artilheiro histórico, ainda referência do time e mesmo com condições físicas instável, segue como matador, embora sofra contra adversários mais físicos.
A verdade é que os adversários do grupo B, enxergam o Catar como o adversário a ser batido para garantir a classificação, fato que talvez até favoreça por permitir surpresas nos contra-ataques rápidos. Lógico que o retrospecto aponta o Catar como o patinho feio do grupo, mas sobra disposição para construir uma história diferente em 2026.
Com a base de treinamento definida desde o início do ano, será em Santa Bárbara, na Califórnia que o time terá tempo para se adaptar ao clima e ao fuso horário americano.
A primeira missão será conquistar o primeiro ponto na Copa, com analistas indicando 85% de chances de isto ocorrer, em função de uma equipe muito mais competitiva que em 2022, embora estes mesmos analistas acusem apenas 30% de possibilidades da equipe mudar de fase.
Ainda resta a imagem de time de empresários, mas o consenso entre especialistas é que não se deve esperar o mesmo time ingênuo, mas uma equipe mais madura e competitiva.
A verdade é que o anfitrião ingênuo de 22 deu lugar a time pronto para surpreender em 2026.














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