Buracão Gigante no Cinturão: Cada dia mais Erosão!

Por: Stallone Ribeiro - Professor


Nosso Parque Cinturão Verde, a segunda maior floresta urbana do Brasil, refúgio de Mata Atlântica dos mais bem preservados no país têm mais uma ameaça: Novas e Maiores Erosões a cada dia.


Não é de hoje que viemos observando a falta de cuidado com o Parque Cinturão Verde, principalmente no seu interior onde os olhares da população não chegam no dia a dia, exemplo é a matéria deste portal de notícias com o título de: Cinturão Verde: por fora bela viola, por dentro pão bolorento


Sobre as Erosões:

Devido os solos arenosos de nossa região, derivados geologicamente do Arenito Caiuá, mais porosos e frágeis, ainda com a declividade em áreas próximas de riachos, se não houver vegetação permanente e de grande porte onde as raízes se entrelaçam e prendem o solo, podem ocorrer Erosões de grandes proporções.


O prejuízo não é só areia buraco abaixo, mas também solos férteis de áreas rurais, espaço produtivo ameaçado, centenas de árvores e animais sob risco e "ir pro brejo".


Nas áreas rurais as curvas de níveis devem ter manutenção frequente a fim de evitar enxurradas e Erosões que levem animais, plantações e investimentos como adubos e agrotóxicos ao fundo dos sulcos, ravinas e voçorocas. Quando as curvas de nível em áreas rurais são mal conservadas ou as chuvas em excesso, podem ocorrer rompimentos e prejuízos gigantescos como a Erosão da Bica onde área rural produtiva e residências foram erodidas em uma cicatriz gigante. Veja foto área da erosão da Bica com fazenda e casas na erosão:

24/05/2017 - Destruição provocada pelo volume intenso de chuvas na Estrada da Bica (zona rural), na saída para São Tomé, na vizinha Cianorte. Essas imagens são de autoria de Anderson Theodoro.


No tempo e espaço atual em que vivemos, nasce outra erosão de proporções gigantescas:


Mas é na Cidade, no espaço urbano que nossas Erosões mais assustam. Devido a declividade, pavimentação asfáltica, concreto nas calçadas e impermeabilização cada vez maior das residências com pisos e cerâmicas, as infiltrações que reduzem o volume e velocidade do escoamento superficial são cada dia menores.


Como resultado, temos então a cada chuva, mais e mais águas superficiais escorrendo pelas galerias pluviais.


Aí nasce nosso problema. Cada loteamento em média de 300 a 900 casas, em 10 ou 15 quarteirões, tem projeto de drenagem individual e suficiente a seu espaço de urbanização. Entretanto, a cada novo loteamento e/ou expansão urbana a montante (morro acima), não há novas redes de galerias pluviais e sim uma conexão com a galeria pluvial do loteamento a jusante (morro abaixo).