Aprenda com o amor o que não devemos aceitar como dor.

Por: Psicóloga Djeyme


Um imenso desafio, dentre tantos na sobrevivência no cotidiano, é lidar com a violência doméstica.


Hoje, milhares de mulheres ainda sofrem deste fenômeno que não distingue classe social, raça, etnia, religião, orientação sexual, idade ou grau de escolaridade.

De acordo com o art. 5º da Lei Maria da Penha, violência doméstica e familiar contra a mulher é “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial”.


Além de todo o rigor da lei para o agressor, é fundamental o apoio emocional às vítimas - e a orientação psicoeducativa é imprescindível.


Acredito que olharmos para os afetos, e dentre eles o maior que rege todos - o amor - e a partir dele aplicarmos nosso empenho e disposição, pode ser uma forma contrária e esperançosa a tantos abusos e absurdos que ouvimos.


Hoje falaremos sobre o amor.

Precisamos entender sobre essa que deveria ser a forma genuína de relacionamento e que envolve este sentimento de fácil absorção.

Podemos aprender sobre o amor olhando para um bom pai de família, no seu gesto de atenção e carinho, com um amigo que nos ouve em um momento de desespero, com um chefe que respeite as diferenças de seus colaborações ou então com um líder religioso que teça palavras de otimismo e esperança. Todas essas são também formas de amar e muitas precisam estar presentes em um relacionamento afetivo e conjugal.


Não se trata aqui de comparações, mas de apreciações sobre o que é justo e correto dar e esperar numa relação.

Cada qual tem seu jeito e sua linguagem de amar, mas nos cabe perceber se estamos num ambiente favorecido ou numa bolha de ameaças, dor e opressão.


O amor é sobre saber dividir, inclusive em seu sentimento.

Amar não é só beleza, pois exige renúncias, escolhas, mas jamais a violência.

Não podemos aceitar o amor representado por agressões, omissões e ações desumanas. Isso, definitivamente, não é amor.


Para o amor não há tempo nem idade, não precisa ser perfeito desde que haja respeito.